As questões do método tradicional
- metodosdeensino

- 22 de mai. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de mai. de 2020

Quando pensamos em educação, associamos rapidamente ao conceito geral “escola”. Começam a surgir várias questões, como “Quais são os melhores métodos de ensino?”, “Como deveriam os alunos aprender?”, “Qual o sentido do trabalho escolar?”, “O que significa aprender e construir conhecimento?”. Várias perguntas que não têm uma resposta 100% correta e que divergem muito de pessoa para pessoa.
Existem assim, vários métodos de ensino, sendo que uns se adaptam melhor a certas ocasiões e a certos alunos do que outros. O facto de muitas escolas funcionarem como “o professor diz, o aluno repete” acaba por ser uma forma de ensinar, que, pode não construir um conhecimento para a vida. Relacionado ao tópico anterior, encontra-se a “aprendizagem preventiva”. Esta relaciona-se com o facto de existir um programa extenso nas disciplinas, com conteúdos que apenas são lecionados com a justificação de que algum dia os alunos podem necessitar no seu futuro, mas será que é mesmo preciso? Não seria mais vantajoso focarem-se só no que realmente é essencial?
Estamos a fugir do verdadeiro propósito do que é aprender e a focarmo-nos na aprendizagem como um meio para atingir um fim. Deixamos de ter prazer no processo de aprendizagem, porque somos motivados por influências externas para atingirmos um objetivo e que, por isto é que temos de aprender, sem haver outra razão plausível.
Tendo em conta o filme “Educação Proibida”, debatido numa das aulas de Sociologia para a Educação, cada vez mais se tenta fazer do género de ensino onde, em vez de categorizar as matérias por ciências, português, matemática, entre outras, opta-se por interligar tudo, de forma a fazer os alunos entender que todas as disciplinas se encontram relacionadas para o entendimento da realidade. Existem também escolas que fogem ao estilo de educação tradicional. Estas permitem que os alunos decidam o que querem estudar, não desvalorizam as crianças como os indivíduos que são e prestam atenção às suas necessidades e às suas emoções.
Assim sendo, porque é que não se investe mais numa educação diferente da tradicional? Será por medo ou por falta de informação? Apesar de já haver escolas que optam por salas de trabalho em vez de salas de aula, e que deixam as próprias crianças escolher aquilo que querem aprender, respeitando os ritmos de desenvolvimento de cada um, esta ainda é incomum.
A única forma de aprender não se encontra apenas no ensino formal. Estamos sempre a aprender até mesmo de forma involuntária, explorando o meio que nos rodeia, permitindo-nos experienciar. Os contextos não-formais, também resultam como uma forma de motivação para depois ajudar a entender a matéria a ser dada em contexto formal. Assim, os diferentes tipos de ensino complementam-se uns aos outros e estão todos interligados, o que acaba por ser mais eficaz para o desenvolvimento dos indivíduos.



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